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	<title>Distópico &#187; Educação</title>
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	<description>Na teoria a prática é outra</description>
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		<title>Sobre Bloom, Feynman e a educação no Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 09:25:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>edgard</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Feyman]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente li a seguinte notícia: Relatório da Unesco diz que Brasil tem baixos índices na educação básica Infelizmente nada disso é novo, logo lembrei do relato do físico, ganhador do prêmio Nobel em 1965, Richard Feynman no seu livro &#8220;O senhor está brincando, Sr. Feynman?: As estranhas aventuras de um físico&#8220;. O trecho em questão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente li a seguinte notícia: <a title="Relatório da Unesco diz que Brasil tem baixos índices na educação básica" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u681846.shtml" target="_blank">Relatório da Unesco diz que Brasil tem baixos índices na educação básica</a></p>
<p>Infelizmente nada disso é novo, logo lembrei do relato do físico, ganhador do prêmio Nobel em 1965, Richard Feynman no seu livro &#8220;<a title="O senhor está brincando, sr. Feynman?: As estranhas aventuras de um físico" href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=198559&amp;PAC_ID=25367">O senhor está brincando, Sr. Feynman?: As estranhas aventuras de um físico</a>&#8220;. O trecho em questão (que vale a pena ser lido) pode ser encontrado <a title="PET-Física/UEL" href="http://www.uel.br/cce/fisica/pet/Ensino%20de%20F%EDsica%20no%20Brasil%20segundo%20Richard%20Feynman.pdf" target="_blank">aqui</a>. O relato do texto data da década de 50, porém ainda retrata a atual maneira como se ensina/aprende ciência no Brasil.</p>
<p>Infelizmente não somos ensinados para entendermos e utilizarmos a ciência, e sim para usá-la no papel, de preferência em provas que &#8220;medem&#8221; o seu conhecimento, e para tanto devem ser as mais difíceis possíveis. Um reflexo disso, é que temos &#8220;cursos preparatórios&#8221; que ensinam como passar em diversas provas. Uma busca simples no google devolve 1,180,000 resultados, entre provas, concursos, certificações, vestibular, escolas especializadas, &#8230;</p>
<p>Algo que eu aprendi enquanto estudava no <a title="Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada" href="http://www.impa.br">IMPA</a> é que provas devem ser as mais simples possíveis, pois só assim você pode garantir que alguém sabe, ou não o conteúdo que deveria. Numa prova complicada se alguém dá a resposta errada muitas vezes não é possível distinguir se o problema é a falta de entendimento do assunto em si, ou da falta de entendimento de toda a dificuldade criada em torno do assunto.</p>
<p>Refletindo sobre o tema, e lembrando de algumas discussões antigas sobre pedagogia, lembrei-me da Taxonomia de Bloom, que organiza os níveis de conhecimentos cognitivos de maneira ordenada. A ordem é a seguinte:</p>
<ol>
<li>Lembrar</li>
<li>Entender</li>
<li>Aplicar</li>
<li>Analisar</li>
<li>Avaliar</li>
<li>Criar</li>
</ol>
<p>O interessante é que para motivos de &#8220;prova&#8221;, precisamos apenas dos primeiros dois níveis: Lembrar e Entender. E é exatamente aí onde para o ensino brasileiro. Ou alguém lembra da aplicabilidade de matrizes, movimentos ondulatórios, briófitas, prosopopéias e afins? Acho que não. E não é por que essas assuntos são &#8220;inúteis&#8221; que não vemos sua aplicabilidade, o que acontece é exatamente o contrário, como não vemos a aplicabilidade, temos a visão que isso é inútil.</p>
<p>Por mais simples que possa paracer, esse problema acaba se refletindo em vários aspectos do nosso dia a dia. Quantas vezes você já se deparou com um problema, foi ao google, achou a resposta, entendeu e parou por aí? E dias depois um problema semelhante apareceu e você não conseguiu resolver, foi procurar novamente aquela mesma solução que já deveriamos ter aprendido na primeira vez. Bom, talvez isso reflita a forma como você sempre aprendeu as coisas.</p>
<p>Talvez seja a hora de começarmos a rever nossa maneira de aprender.</p>
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